sábado, 19 de agosto de 2017

Notícias da semana

Os Moonspell e a Alma Mater Records orgulham-se de apresentar 1755, o novo álbum da banda nacional, produzido por Tue Madsen (Meshuggah, The Haunted), um disco conceptual, cantado em português, sobre o terramoto que devastou Lisboa no século XVIII. O disco é editado mundialmente a 3 de novembro pela Napalm Records, e tem distribuição em Portugal pela mão da própria banda, através da sua editora Alma Mater Records. Destaque para a participação do fadista Paulo Bragança, convidado no tema In Tremor Dei. O alinhamento inclui uma versão do tema Lanterna dos Afogados, original dos Paralamas do Sucesso.


Os Blood God lançam, a 29 de setembro, via Massacre Records, o triplo CD Rock ‘n’ Roll Warmachine. Esta edição contém os álbuns Thunderbeast, Blood Is My Trademark e No Brain But Balls, adicionado de 8 faixas bónus, incluindo versões de AC/DC, Accept e Judas Priest.



Rejubilem, fans dos Voice! O coletivo germânico de melodic power metal está, finalmente de regresso. A banda assinou pela Massacre Records para o lançamento do seu novo álbum, The Storm, no final de outubro. The Storm é o seu quinto álbum e promete oferecer uma viagem através de vários géneros dentro do metal.


O coletivo francês de true heavy metal, Lonewolf, lançam o seu próximo álbum a 22 de setembro via Massacre Records. Raised On Metal é composto por um misto de canções rápidas e com coros apelativos com outros temas mid-tempo e épicos. O tema de avanço, Through Fire já pode ser ouvido.



O apelido de Cindy Blackman Santana diz-vos alguma coisa? Precisamente, trata-se da esposa do lendário guitarrista Carlos Santana e que está, atualmente, em tour com o marido. Virtuosa baterista de jazz e rock, Cindy Santana lança, em formato digital, o seu mais recente single, Fun, Party, Splash no final deste mês pela Tarpan Records com produção do premiado Narada Michael Walden.


Os Gin Lady formaram-se em 2011 e um ano depois lançaram o seu primeiro álbum homónimo. Os suecos são influenciados por artistas como The Faces, Alice Cooper, Master’s Apprentices, Cream e Blue Oyster Cult. Depois de dois álbuns onde obtiveram bastante sucesso, lançam o seu mais importante álbum, Electric Earth.



Após 10 anos e 4 álbums ao volante de La Chanson Noire - e antes de se mudar de armas e bagagens para o sul de França - Charles Sangnoir revisita as suas raízes de blues, rock e cabaret e estreia-se com um disco em nome próprio: Charlie Plays the Blues é isso mesmo, uma visita ao jazz dos anos 30, ao blues que vai de Mississipi a Chicago, com uma piscadela de olho ao cabaret alemão de princípio de século XX e sempre com a adrenalina do rock n roll nas veias. O resultado é um blues elétrico, eclético, intenso e pleno de feeling.


O novo trabalho dos Time For T, Hoping Something Anything foi gravado ao longo do ano de 2016 nos Spitfire Audio Studios em Londres, produzido pela própria banda e masterizado por JJ Golden (Rodrigo Amarante, Devendra Banhart, Vetiver) em Ventura, California. Vai ser editado dia 15 de setembro pela Last Train Records. Devido à produção própria, os Time For T conseguiram explorar, sem limitações, as sonoridades que tinham imaginado para este novo trabalho e o som está mais desafiante que nunca, com momentos orquestrais e canções menos pop que o que têm vindo a compor até hoje. O vídeo do single de avanço Ronda já foi disponibilizado.


Grandfather’s House é uma banda de Braga que surge em 2012. Com Tiago Sampaio na guitarra, Rita Sampaio nos sintetizadores e voz e João Costeira na bateria, contam até hoje com mais de 250 concertos dados por todo o país e internacionalmente. Atualmente, preparam o lançamento do seu terceiro disco - Diving -, resultado de uma residência artística no espaço gnration (Braga), contando com as participações de Adolfo Luxúria Canibal, Nuno Gonçalves e Mário Afonso, na voz, teclados e saxofone, respetivamente. Com um método de composição mais complexo, que contou com a participação de mais um elemento em todos os temas – o músico convidado, Nuno Gonçalves (teclas) – a banda, explora assim, uma sonoridade mais densa. Diving será editado dia 15 de setembro de 2017, sendo agora lançado o single de avanço You Got Nothing To Lose.


Como anteriormente anunciado, os Dead By Wednesday estão presentes na EMP Label Group U.S. Tour, que começou a 17 de agosto em Clifton Park, Nova Iorque, juntamente com os Raven. Como forma de comemorar esta tour, a banda lançou uma nova canção, Darwin's Dance, um bom exemplo do que esperar no seu próximo longa-duração.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Review: Gunmen (Orden Ogan)

Gunmen (Orden Ogan)
(2017, AFM Records)
(5.5/6)

Normalmente a música que vem da Alemanha é boa e os Orden Ogan não fogem à regra tendo-se notado uma evolução progressiva de álbum para álbum até este Gunmen, onde mostram o seu expoente máximo. Este será também o álbum mais consistente dos germânicos, uma vez que, embora não tenha grandes hits, também não tem momentos tão baixos como se verificou noutros álbuns. Apesar de tudo Gunmen acaba por se tornar, por vezes, algo repetitivo, pois os coros épicos, como só eles sabem fazer, aparecem em demasia, nomeadamente nos refrães, o que acaba por os tornar exaustivos. É de realçar o fabuloso trabalho de Dirk Meyer-Berhorn na bateria, principalmente nos dois primeiros temas, num álbum em que as guitarras potentes e com riffs musculados também acabam por abusar das cavalgadas estando na origem de alguma repetitividade rítmica. Outro dos pontos a destacar é o facto de em algumas músicas haver blast beats que reforçam o poder já demonstrado. No fundo a mestria, a complexidade e a sobriedade são as principais bases de Gunmen, que apesar de tudo apresentam um grande trabalho.

Tracklist:
1.      Gunman
2.      Fields Of Sorrow
3.      Forlorn And Forsaken
4.      Vampire In Ghost Town
5.      Come With Me To The Other Side
6.      The Face Of Silence
7.      Ashen Rain
8.      Down Here
9.      One Last Chance
10.  Finis Coronat Opus

Line-up:
Tobi – guitarras
Sebastian Levermann – vocais, guitarras e teclados
Niels Löffler – baixo
Dirk Meyer-Berhorn – bateria

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Edição: AFM Records           

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Review: Fia-te na Virgem e Não Corras (Chapa Zero)

Fia-te na Virgem e Não Corras (Chapa Zero)
(2017, A Moca da Foca)
(5.5/6)

O segundo álbum dos Chapa Zero volta a trazer-nos um conjunto de temas de punk rock como ele deve ser feito. Mas, antes de mais, convém dizer claramente que se nota uma evolução consistente do primeiro álbum para este. A crítica sarcástica mantém-se atualizada abordando temas recorrentes, como a corrupção política, o compadrio, o fanatismo religioso, a exuberância demonstrada por uma sociedade em estado decadente, entre outros habitualmente menos falados mas igualmente importantes - ouçam Zé Faísca e facilmente perceberão que a banda está bem atenta! Depois, essa crítica vem acompanhada de um humor mordaz e com a invenção de uma nova língua portuguesa – Nuku, Mazé, Deix’ós, Bat’Chapa – carregada de sentimento de rua e de rebelião! Musicalmente, todo o álbum está bastante mais consistente, com os riffs precisos e um baixo a ganhar cada vez mais vida e influência. E também com vontade de incluir novos sons. Nuku da Europa entra por campos do ska e do reggae, Bat’Chapa aumenta consideravelmente a dose de peso numa linha mais hardcore e o tema título, melhor momento já criado pelos Chapa Zero, mostra-se em linhas de blues e ska. Pelo meio, a aventura de fazer uma versão eletrizada de Zumba na Caneca, tema tradicional popularizado pela Tonicha. A prova que para os Chapa Zero a música assenta no punk, mas não que ter, obrigatoriamente amarras fixas. E é essa liberdade que faz de Fia-te na Virgem e Não Corras um disco que merece toda a atenção.

Tracklist:
1.      Zé Faísca
2.      Chapa Gasta
3.      Tens a Mania
4.      Nuku da Europa
5.      Vão Mazé Trabalhar
6.      Zumba na Caneca
7.      O Fim da Noite
8.      Deix’ós Falar
9.      Fia-te na Virgem e Não Corras
10.  Bat’Chapa

Line-up:
Kaveirinha – vocais e guitarra ritmo
Marco António – guitarras e coros
Nuno Amaro – bateria e coros
Filipe Rodrigues – baixo e coros

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Edição: A Moca da Foca    

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Review: Scarecrow (Cats In Space)

Scarecrow (Cats In Space)
(2017, Independente/Cargo Records)
(6.0/6)

Depois do sucesso obtido com Too Many Gods, os Cats In Space estão de regresso com mais uma obra-prima de rock melódico e clássico de seu nome Scarecrow. De Queen a Beatles, passando por Kiss, Sweet ou 10CC, o coletivo britânico recolhe todas as melhores influências, misturando-as como ninguém para criar um conjunto de dez novos temas sensacionais, onde se destaca o escolhido para o primeiro vídeo – Mad Hatter’s Tea Party. Scarecrow até começa de forma estranha, na forma de Jupiter Calling, com uma introdução com sons estranhos numa referência à ficção científica (afinal estes gatos são… do espaço, certo!) e que até demora a desenvolver. Mas, a partir daí, todo o disco é um manancial de belíssimos jogos vocais, de incríveis harmonias, de sensacionais e orelhudas melodias e inteligentes e exuberantes arranjos. Scarecrow é, a todos os níveis, um disco brilhante e repleto de memoráveis momentos quer nos temas mais curtos quer nos mais longos – e aqui há três a aproximar-se ou mesmo passar os sete minutos de duração. E para além da boa música, os Cats In Space são também exímios na criação de ambientes divertidos e bem-dispostos. Tudo conjugado, assim, para se passar um bom bocado na companhia destes gatos que cada vez estão mais sofisticados.

Tracklist:
1. Jupiter Calling
2. Mad Hatter's Tea Party
3. Clown In Your Nightmare
4. Scars
5. September Rain
6. Broken Wing
7. Two Minutes 59
8. Felix & The Golden Sun
9. Timebomb
10. Scarecrow

Line-up:
Paul Manzi – vocais
Greg Hart – guitarras, vocais
Dean Howard – guitarras
Jeff Brown – baixo, vocais
Steevi Bacon – bateria
Andy Stewart – Piano, sintetizadores

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Entrevista: O Gajo

Foi durante um concerto dos Gazua em Beja que João Morais se cruzou com a viola campaniça. De tal forma ficou impressionado que o seu interesse o levou a criar um projeto paralelo ao qual batizou de O Gajo – um nome de rua que deita abaixo qualquer formalismo, afirma o músico. Longe do Chão é o resultado primeiro dessa experiência e foi a respeito desta nova aventura que fomos conversar com João Morais.

Olá João, tudo bem? Dado o teu trajeto com os Gazua, sentia-se que a qualquer altura tu pudesses arriscar ainda mais. Mas a viola campaniça acabou por ser um enorme surpresa… Quando te cruzaste com ela?
Cruzei-me com a viola Campaniça num concerto de Gazua em Beja. A abrir o nosso concerto estava o Paulo Colaço, um tocador da viola Campaniça e no backstage fiquei impressionado com o som da viola. Ele falou-me um pouco do instrumento e quando regressei a Lisboa decidi comprar uma. Contactei um amigo meu, o Marco Vieira que está à frente de uma escola de música tradicional em Odemira e ele deixou-me ficar com uma que estava encomendada para a escola. A partir daí foi dar asas à imaginação.

O que te influenciou ou te motivou a avançares para um álbum desta natureza?
Sempre tive muitas referências fora do Rock e sou um grande admirador da World Music. Esta ideia já andava em banho maria há algum tempo, faltava só o instrumento certo.

Já tinhas tido experiências com a guitarra portuguesa. Como passaste de uma para a outra?
Aprendi a tocar guitarra portuguesa e fiquei fascinado com o som e com a técnica, mas as minhas composições não funcionavam com a afinação dessa guitarra. Eu teria que optar e decidi que não queria desconstruir a afinação da guitarra portuguesa pois queria continuar a tocar alguns fados e corridinhos com ela. Tinha por isso de procurar outra opção.

A guitarra portuguesa não te seduziu assim tanto como a campaniça?
A guitarra portuguesa seduziu muito, mas não quis deixar de tocar os fados que aprendi a tocar nela.

Também é curioso que este é um álbum dedicado a Lisboa, logo não seria mais lógico a utilização da guitarra portuguesa?
Este disco Longe do Chão é dedicado a Lisboa. Sempre toquei guitarras Americanas ou Japonesas e por isso utilizar uma viola Portuguesa era o meu principal objetivo. Quis situar-me no mundo e Portugal é a minha identidade sem fronteiras regionais.

Definitivamente, estagnação é uma palavra que não existe no teu dicionário. Como reagiram os teus fãs a esta aventura, no mínimo, diferente?
Não sei se tenho fans… tenho pessoas que admiram o meu trabalho e as que realmente me seguem, sabem que não consigo ficar muito tempo no mesmo registo. Tive formação artística e repetir fórmulas é algo que não vejo como evolução. Não pinto o mesmo quadro duas vezes só porque o primeiro teve boa recetividade… A resposta a este trabalho tem sido muito positiva e tem superado todas as minhas expetativas.

Sendo este um instrumento alentejano, pergunto-te se tens alguma ligação com essa parte do país?
Não tenho relação com o Alentejo. Sou apenas um admirador da região e espero vir a viver por lá um dia. Quero arranjar outras violas como a Braguesa (de Braga) ou uma Amarantina (de Amarante). Procuro acima de tudo um som Português.

Aqui surges a solo, apenas com uma voz convidada num tema. Porque tomaste essa decisão?
Por questões de autonomia. Direcionei a minha vida para me poder dedicar mais à música mas não é fácil arranjar uma banda com a mesma disponibilidade. Assim torna-se muito mais fácil.

Tens ideias de continuar com este projeto alargado a mais alguns convidados ou participações?
Este é um projeto a solo completamente aberto a participações e convidados. Só não quero compromissos a médio e longo prazo.

Outra curiosidade é o nome do projeto. Porque O Gajo? Há aquela ideia deste álbum e projeto serem do “gajo dos Gazua”. Será isso?
Não. É um nome fácil de decorar e que deita abaixo quaisquer formalismos. Seja em que palco for, O GAJO é sempre um nome de rua.

Por falar em Gazua, tens novidades?
Tocamos dia 11 de agosto em Pinhel e depois disso iremos ver qual o plano de ação. Neste momento não sei qual será o futuro dos GAZUA.

Finalmente, há projetos para levar O Gajo para palco? Em que formato será feita essa transposição?
O GAJO não tem parado de tocar ao vivo. O disco saiu à 2 meses e meio e já dei mais de 20 concertos. Nunca foi tão fácil! A recetividade tem sido excelente e há muita gente curiosa por este novo rumo da viola Campaniça. Desde o início do projeto já dei mais de 60 concertos, e planos é o que não faltam!

Obrigado, João! As maiores felicidades! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Temos uma grande família de instrumentos tradicionais, procurem-nos que para além de serem nossos, têm uma grande personalidade sonora! …E apareçam!

domingo, 13 de agosto de 2017

Flash-Review: 4 On The Floor (Broken Teeth)

Álbum: 4 On The Floor
Artista: Broken Teeth   
Edição: EMP Label Group   
Ano: 2017
Origem: EUA
Género:  Hard Rock
Classificação: 5.5/6
Análise:
Os Broken Teeth regressam com um quarto álbum cheio do seu hard rock bombástico, sujo e aditivado. Dez temas inspirados nos grandes nomes do hard rock e que aqui se apresentam como um verdadeiro soco na face, mesmo que a espaços se vislumbre alguma costela bluesy. Energia, atitude e poder neste renascimento do coletivo que agora se juntou à editora de David Ellefson.
Highlights: Four On The Floor, Sinful, Getcha’ Some, Never Dead, Rock Bottom
Para fãs de: AC/DC, DAD, Motörhead, Rhino Bucket, The Hellacopters, Danko Jones

Tracklist:
1.      Four On The Floor
2.      Sinful
3.      All Or Nothin’
4.      Getcha’ Some
5.      Borrowed Time (W. O. M. G.)
6.      House Of Damnation
7.      Let The War Machine Roll
8.      Never Dead
9.      All Day Sucker
10.  Rock Bottom

Line-up:
Jason McMaster - vocais
Jared Tuten - guitarras
David Beeson – guitarras
Robb Lampman – baixo
Bruce Rivers -bateria

Flash-Review: Molten n (Fuzzil)

Álbum: Molten Π
Artista: Fuzzil  
Edição: Independente
Ano: 2017
Origem: Portugal
Género:  Stoner Rock, Fuzz Rock
Classificação: 5.5/6
Análise:
Oriundos de Alcobaça, os Fuzzil estreiam-se com este EP de seis temas onde o stoner, o fuzz e o psicadelismo se cruzam de forma inteligente. Os temas são construídos de forma criativa, sempre em evolução, conseguindo os vocais melódicos imporem-se perante o crescente envolvimento de riffs potentes e solos imaginativos. Ponto forte para o instrumental 7 Holographic Steps onde o saxofone adiciona uma tonalidade extra e deveras agradável.
Highlights: Jeremy Pt. 2, 7 Holographic Steps, Threesome Wine
Para fãs de: Miss Lava, Downrider, Queens Of The Stone Age, Kyuss, Spiritual Beggars, Eagles Of Death Metal

Tracklist:
1.      Nothing To Lose
2.      Jeremy Pt. 1
3.      Jeremy Pt. 2
4.      Worms
5.      7 Holographic Steps
6.      Threesome Wine

Line-up:
Daniel Costa – vocais, guitarras
Leonardo Baptista – vocais, guitarras
Alexandre Ramos – vocais, bateria
Wilson Rodrigues - baixo